Nos tempos de escola da avó destas Birras, o pai ideal vinha descrito nos livros de leitura: era o chefe de família, que chegava a casa cansado depois de um dia de trabalho duro destinado a sustentar a mulher e os filhos, pelo qual era recompensado por uma esposa que lhe tirava a pasta (ou a marmita) da mão e lhe oferecia uma mesa de modestas, mas deliciosas, iguarias. As crianças, penteadas e obedientes, entregavam-lhe um ramo de flores do campo, gratas por ele lhes ter ensinado que primeiro vinha Deus, logo depois a Pátria e a Família. E, em teoria, era isto.
Na prática, ontem, como hoje, há pais para todos os gostos e, até, desgostos, e só nos tornamos realmente adultos quando, com serenidade, conseguimos reconciliar-nos com o pai que nos calhou em sorte, com as suas imensas qualidades, mas, também, alguns defeitos. Um ser humano, portanto, que correspondeu exactamente ao que esperávamos dele, ou nem tanto. No Dia do Pai, este episódio tinha de ser dedicado aos pais.
See omnystudio.com/listener for privacy information.